Título original: The Bruised Reed and
SmokingFlax
Por J. C. Philpot (1802-1869)
Traduzido,
Adaptado e
Editado por
Silvio Dutra
“Não esmagará a
cana quebrada, e não apagará o pavio fumegante, até que faça triunfar o juízo.”
(Mateus 12.20)
Um filho de Deus em si mesmo é todo fraqueza. Outros
podem se gabar de sua força; mas ele não tem nenhuma, e ele sente que não a tem.
Mas, uma coisa é subscrever esta verdade como uma questão de doutrina, e outra conhecê-la
como uma questão de experiência interior e pessoal. Deve ser aprendida,
dolorosamente em sua maior parte, internamente aprendida sob os ensinamentos do
Espírito.
Agora, é
esta fraqueza, conhecida e sentida de modo experimental, que abre o caminho
para um conhecimento pessoal da força de Cristo; pois quando Paulo estava
gemendo debaixo dos abatimentos de Satanás e das dores agudas do espinho na
carne, o próprio Senhor lhe disse: "A minha gr
aça te basta, porque o meu
poder se aperfeiçoa na fraqueza". Se, portanto, não sabemos, por
experiência, o que é a fraqueza, não podemos conhecer de modo real o que é ter
a força de Cristo aperfeiçoada nessa fraqueza.
Em nosso
texto, um cristão experimentado é apresentado sob dois símiles impressionantes.
Ele é comparado a uma "cana rachada"; e a um "pavio fumegante".
E do
Senhor é muito graciosamente dito, que ele não vai "quebrar" esta
"cana rachada", e que não vai "apagar" este "pavio
fumegante". Muito longe de quebrar um, ou apagar o outro, ele nunca
deixará sua obra graciosa na alma até que ele "faça o juízo vencedor".
Olhando,
então, para as palavras do texto, eu, na medida em que o Senhor permitir,
I.
Considerarei o caráter do cristão experimentado sob estas duas comparações -
"uma cana rachada" e um "pavio fumegante".
II. Mostrarei
que o gracioso Redentor não "quebrará" o primeiro, nem
"apagará" o outro.
III. Mostrarei
que ele acabará por "fazer triunfar o juízo".
I. O caráter do cristão experimentado sob estas duas comparações
- "uma cana rachada" e um "pavio fumegante".
1. Podemos encontrar um símbolo mais marcante de
fraqueza do que uma cana? Um cristão não é aqui comparado a um carvalho que
espalha suas raízes profundamente no solo, e joga seus ramos robustos para fora
no céu, que enfrenta mil tempestades, e vive por séculos. Esse seria um símbolo
inadequado de uma criatura tão fraca e frágil como um pecador necessitado. Mas,
quando o Espírito Santo tencionou usar uma semelhança mais notavelmente
descritiva de um ser dependente da graça, de um pobre dependente da caridade,
ele toma essa figura simples e familiar de uma cana (caniço). Examinemos os
pontos de semelhança:
1. Um junco, embora modesto, humilde, desprezível,
desconhecido e despercebido pelo olho que repousa com admiração sobre o
imponente carvalho ou o portentoso cedro, é ainda um participante da vida; e
esta vida está fundada na raiz. Mas, a
cama em que esta raiz se encontra, o solo em que prospera, se espalha, e
cresce, não é o solo rico do jardim, mas a lama e o lodo da vala. No entanto,
sepultado como está, e subjugado sob este leito viscoso, a própria região de
frieza e morte, é total e inteiramente, em sua natureza e essência, distinta
dele. Está na lama, mas não pertence a ela; está cercado com seu lodo, mas não
contaminado com sua sujeira; sempre em contato com sua lama, mas é limpo no
núcleo do coração, e sem uma partícula de lama penetrando em seus tecidos
vivos.
Tal é a vida de Deus na alma; rodeada de toda a lama e
sujeira da corrupção da natureza, mas não é somente distinta dela, mas não
contaminada por ela. Tivesse a morte mortificado, a tentação sufocado, o pecado
corrompido inteira e finalmente a vida pura e santa de Deus na alma, há muito
tempo, ela teria caído membro a membro, como o corpo gangrenado de um leproso.
2. Em segundo lugar, em seu primeiro crescimento, a
semente empurra seu caule infantil, seu delicado broto, através da lama em que
ele enraíza à luz pura e cordial do calor do dia. Ela não fica, como uma pedra,
morta e imóvel no fundo da vala, mas pressiona para cima à busca de uma
atmosfera mais pura, mais brilhante. Assim, nos primeiros ensinos da graça, a
semente infantil da vida divina levanta sua cabeça acima das corrupções pelas
quais está cercada. E, como a cana procura a luz do dia, e embora inundada com
água, e muitas vezes enterrada por ela, ainda levanta sua cabeça infantil para
pegar os brilhantes raios vivificantes do sol; assim a vida de Deus na alma,
embora muitas vezes seja dominada pelas marés volumosas da corrupção, eleva sua
cabeça infantil para capturar os cálidos raios do Sol de justiça.
Que momento abençoado é quando a graça ergue a sua
cabeça acima do lodo da corrupção e das águas das trevas! Quando o broto verde
é pela primeira vez soprado pela brisa do sul, e se aquece nos raios de sol
vivificantes da primavera! Quando depois de uma longa luta com a lama sufocante
do pecado, e as ondas de tentação e culpa, ele emerge no dia! Que começo faz
então em crescimento, e como parece quando a cabeça é levantada, ter esquecido
a lama em que a raiz se encontra, assim como as ondas que bateram uma vez sobre
sua cabeça!
Tal é um jovem cristão (não na idade, mas no tempo de
convertido) que, depois de muitas dúvidas, medos, tentações e provações, é agraciado
com algumas manifestações da misericórdia e do amor do Senhor! Comparo, às
vezes, jovens cristãos com fileiras de sebes (cercas vivas) na primavera. Como
eles são verdes; como cresce cada folha! Quão de seiva há em cada broto! Quão
brilhante e viçoso o espinheiro cresce aos olhos! E como, quando os raios do
sol brincam sobre as folhas verdes, refletem seus matizes e brilham com brilho
transparente!
Mas, deixe passar algumas semanas ou meses; que haja
uma longa estação de seca; deixe o pó da estrada assentar em nuvens grossas
sobre as folhas, ah! Que mudança! Como caiu a flor! Como enrugaram, como
queimaram e secaram os ramos! No entanto, a mudança é mais aparente do que real;
não uma mudança para pior, mas melhor. A cobertura é mais forte no outono do
que na primavera. Embora parecesse então tão bonito, e cada folha e broto tão tenros,
havia pouca força nele. Mas, chuva e tempestade, calor e seca, com noites e
dias alternados, produziram um bom efeito.
Quando chega o inverno, a madeira está amadurecida; e
embora as folhas estejam queimadas e encolhidas, contudo a fileira da cerca é
toda mais forte por ter experimentado o calor do meio-dia e o frio da
meia-noite, o sol do verão e a geada do outono. Assim se dá com o cristão.
Quando ele viveu alguns anos, passou por algumas tempestades, foi confrontado
pelo mundo, ficou queimado e enegrecido, como a noiva em Cantares 1: 6, pelo
sol da tentação, e foi resfriado pelo frio da deserção, ele está amadurecido e
confirmado. O que ele perdeu em beleza ganhou em força; e embora a explosão
invernal possa uivar através de seus ramos, não os quebra, nem os congela como
as raízes suculentas imaturas da primavera. Sim, afinal de contas, há uma força
nele, e uma maturação, que a madeira jovem não tem.
Mas voltemos à nossa figura. Até agora temos rastreado
o progresso de nossa "cana", da luta do germe sob a lama até que o
tenro broto emerja da água. Tendo atingido a região de luz, calor e ar, faz um
rápido progresso. Cada raio de sol a atrai dia a dia para um crescimento mais
vigoroso.
Mas, uma mudança ocorre. O texto fala de uma
"cana rachada"; e a cana que estamos considerando até agora ainda não
está ferida. Nada ainda ocorreu para machucá-la ou esmagá-la. A lama, é
verdade, parecia impedir seu progresso, a profundidade da água evitava que ela
emergisse facilmente, e sua cabeça infantil tinha, às vezes, bufava com a onda.
Mas, cresceu até agora sem ferimentos graves. Todavia, agora, há contusões. Um
cristão, então, deve passar por uma certa experiência, a fim de colocá-lo na
posição mencionada no texto, e fazer-lhe ter o caráter ali referido, o de “uma cana
rachada". Pois o que é uma cana rachada? Não é uma cana quebrada; a cabeça
não cai, nem afunda debaixo da água e morre. Mas está ferida.
De onde surge essa experiência? O que torna um cristão
"uma cana rachada?" Várias coisas:
1. A santa LEI de Deus. É verdade que geralmente a lei
é aplicada à consciência nas primeiras convicções do pecado. Mas, nem sempre é
assim, ou pelo menos não com o mesmo poder. Quando Paulo aprendeu a experiência
contida em Romanos 7: 9-11? Foi durante os três dias em Damasco, ou depois nos
desertos da Arábia? Vemos em Gálatas 1:17 que sua angústia de alma em Damasco
surgiu principalmente por ter resistido contra os aguilhões de consciência
perseguindo os santos. O assassinato de Estevão pesava sobre sua alma. Mas na
Arábia "veio o mandamento, e morreu"; e nesses desertos sombrios,
"o pecado tomando ocasião pela lei operou nele todos os tipos de desejos
proibidos". Lá a lei o feriu. Ela feriu o santo Cordeiro de Deus; e, ao ferir
a cana, a feriu em conformidade com o sofredor Homem das Dores no jardim e na
cruz.
2. Mas, a AFLIÇÃO também fere. Deixe um cristão passar
por muitos problemas em sua mente, família, corpo ou circunstâncias; e que
nessa angústia seja negada a doce presença de Deus; deixe a experimentação
sobre a batida da provação em sua cabeça, como onda após a onda na costa do
oceano. Isso o ferirá. Ele não terá a força da mente ou do corpo, o grau de luz,
o semblante alegre, o espírito flutuante que ele tinha antes. Embora não o
quebre totalmente, nem o esmague no desespero, contudo isto machucará seu
espírito. E este é o propósito de Deus ao enviar a aflição. Ele quer
machucá-lo.
Seu próprio Filho estava ferido de dor e angústia,
pois era um "Homem de Dores e familiarizado com o sofrimento". Ele e
o sofrimento não eram estranhos; eram conhecidos íntimos; e por tristeza ele
foi ferido, de modo a ser "um verme, e não um homem." Isto foi
realmente "a aflição das aflições", Salmo 22:24. A dor rompeu seu
coração, o feriu em obediência e resignação à vontade de Deus; pois
"embora ele fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que
sofreu". Se, então, devemos ter comunhão com o Filho de Deus em suas
tristezas, precisamos ter nossa medida das mesmas aflições, para que possamos
ter alguma simpatia com o Senhor quebrantado de coração. Sem isso, não podemos
ter nem união nem comunhão com Ele; pois, como o poeta Deer diz,
União... não pode haver nenhuma
Entre um coração tão macio quanto cera,
E corações tão duros como pedra:
Entre uma cabeça que derrama sangue,
E membros sadios e inteiros;
Entre um Deus agonizante, e uma alma insensível.
Talvez tenhamos, às vezes, muito tempo depois de uma
união e comunhão mais estreitas com o Senhor Jesus Cristo, lamentado nossa
distância dele, e a alienação de nossas afeições para com ele. Mas, nós já pensamos
no caminho pelo qual devemos ser aproximados - essa aflição é o caminho
designado? Que para entrar em união e comunhão com um Senhor quebrantado de
coração, também devemos ter corações quebrados; que para ser levado em relação
íntima e conhecimento com o Homem das Dores, nós também devemos ter tristezas?
Não ousamos, não devemos orar por aflição; que era uma oração demasiado
aventureira; mas se oramos pela união com o Senhor Jesus Cristo, oramos
indiretamente por ela. Eu não aconselharia nenhum homem a orar por aflição. Os
jovens cristãos fizeram isso até que a resposta os fez tremer. Mas, se oramos
pela união com o Senhor Jesus Cristo, estamos realmente orando por um caminho
de tribulação.
3. Mas, a TENTAÇÃO também tristemente machuca a
"cana". Há poucas coisas que a machucam mais. Mas por que uma
"cana" deveria ser assim ferida? Por que poderosas e dolorosas tentações
caem sobre ela para esmagá-la? Porque ser esmagado, é muito forte. Precisa ser
ensinado, sensatamente ensinado – a conhecer sua fraqueza; e não há nada, creio
eu, que nos faça sentir essa fraqueza tanto como um conhecimento da tentação. A
tentação traz à luz os males do coração. Estes são, em sua maioria,
desconstruídos e desconhecidos até que uma tentação os revele. O coração
adúltero e assassino de Davi, o orgulho de Ezequias, uma estupidez de Jó, uma
rebelião de Jonas, uma covardia de Pedro, todos ocultos e escondidos em seus
seios até que uma tentação os descobriu. Uma tentação não os colocou ali, mas
os encontrou ali.
Nossa natureza é o combustível para uma tentação do
fogo. Mas, aparas são inofensivas na grelha até que o fósforo do lúcifer as
toque. É esse combustível pronto que torna uma tentação tão perigosa. Por
conseguinte, não é pertinente que se considere o seguinte: "Não nos deixeis
cair em tentação..., vigiai e orai, para que não entreis em tentação"? Se
não houvesse pecado em nós, seríamos como Jesus, quando ele disse: "O
príncipe deste mundo vem e não tem nada em mim". Mas ele tem tudo em nós;
e, portanto, quando uma tentação é apresentada por ele, e coloca uma mente
carnal em fogo, isso aflige o novo homem da graça, fere o coração terno, e maltrata
e agita uma consciência.
Mas, estas tentações também ferem nossa força,
sabedoria e justiça. Teria Jó saído de suas tentações com a sua justiça própria
ferida? Elas não esmagaram o orgulho de Davi, uma ostentação de Ezequias, uma
rebelião de Jonas e a força de Pedro?
Mas, quando uma cana é machucada, isto impede o fluxo
de seiva. Assim, que surge uma tentação e culpa que ela produziu, há menos
fluxo na alma da presença sensível e graça de Deus. E isso faz uma tentação ferir
duplamente.
4. Mas, especialmente a SATANÁS, é permitido, na
maravilhosa providência de Deus, ferir a "cana". Foi declarado na
primeira promessa, que "a semente da mulher deveria ferir a cabeça da
serpente"; mas foi acrescentado que "a serpente deveria ferir o seu calcanhar".
A própria parte que pisou sobre a serpente foi permitido ser ferida. E se lhe
fosse permitido machucar "a semente da mulher" (Cristo, na profecia
de Gênesis), muito mais, poderá nos ferir. E nos machucará para algum
propósito. Como o apóstolo Paulo teve uma dolorosa experiência disso! Satanás,
nós lemos, o golpeou (2 Co 12: 7). A palavra "esbofetear" significa
bater com o punho. Os assaltos de Satanás são golpes derrubadores, não golpes
suaves. Ele ataca com a força e a habilidade do boxeador profissional; seus
golpes, portanto, atordoam. Às vezes, por exemplo, ele nos ataca com uma
sugestão infiel. Como isso atordoa e confunde a mente! Às vezes com uma
insinuação blasfema. Como isso machuca a consciência terna! Às vezes com
inimizade, rebelião ou desespero. Como isto fere, e angustia os sentimentos!
Mas por estas e semelhantes tentações são produzidos dois efeitos:
a. Orgulho, força e autojustiça são mais ou menos
esmagados.
b. O coração é machucado e tornado macio. Assim, como
no caniço ferido, a casca exterior e a medula interior são machucados pelo
mesmo golpe, assim no crente, a vida exterior e a vida interior, a casca
exterior da religião da criatura e o coração interior da piedade vital, são
feridos pelas mesmas provações e tentações.
5. Mas, o pecado, também - eu quero dizer a culpa
dele, quando colocado sobre a consciência - tristemente contunde. Você se
enreda talvez em um laço, você é vencido por algum estratagema de Satanás, ou
algum assédio interior. E qual é a consequência? A culpa fica dura e pesada em
sua consciência. Isso o machuca, o torna suave e dolorido, muitas vezes é cortado
profundamente nisto até que sangra bem perto de cada poro.
6. Deus, também, não só indireta e permissivamente,
através de Satanás e da tentação, mas direta e imediatamente, fere a cana.
"Sua mão," grita o salmista, "me pressiona severamente."
"Dia e noite, a tua mão pesava sobre mim." "Retire seu golpe de
mim, eu estou consumido pelo golpe de sua mão." Lemos, também, de Cristo,
que "agradou ao Senhor feri-lo". E como ele machucou a Cabeça, então
ele machucará os membros. Por suas repreensões, suas carrancas, sua majestade
impressionante, sua santidade indecifrável, ele os contunde em contrição diante
dele.
Aqui, então, está a "cana rachada",
inclinando a cabeça sobre a água, pronta para afundar sob a onda, e cair em sua
corrupção nativa ali para morrer. Essa peça triturada e trêmula é o símbolo de
um cristão? Soprado pelo vento, lavado pela onda, pendurado sobre o córrego
somente pela pele, às vezes dentro e às vezes
fora, enquanto, a rajada de vento o eleva ou afunda? Quem pensaria que
este era um cristão? Quem acreditaria que essa era a maneira de provar
experimentalmente o amor e o poder do Salvador? Quem suporia, até ser ensinado
de Deus, que este é o caminho para chegar à religião certa, à verdadeira
religião, ao conhecimento experimental da obra de Deus sobre a alma, ao
conhecimento experimental do Homem das Dores, à união interior e à comunhão com
o Senhor da vida e da glória?
Se fôssemos chamados a escolher um caminho, este é o
último em que pensaríamos. Nossa visão seria esta - a cada dia ficar cada vez
melhor, mais santo e mais piedoso, cada vez mais espiritual, e assim
gradualmente crescer em um conhecimento mais profundo e mais próximo de Jesus
Cristo. Mas, Deus não designou tal caminho. Seu caminho é fazer "a força
perfeita na fraqueza", e, portanto, ele faz um cristão se sentir "uma
cana rachada", para que nele se manifeste sua força poderosa.
2. Mas, o Espírito Santo, falando do Senhor Jesus
Cristo e de sua obra, compara também o cristão experimentado ao "pavio
fumegante". A palavra "pavio" aqui significa o que chamamos de
refugo, ou seja, o lixo do cânhamo, ou do linho. Este refugo, costumava ser
aceso para fornecer iluminação, e, como havia muita sujeira nele, a chama queimava
de uma maneira muito ardente. Este linho fumegante é a figura, então, que o
Espírito Santo empregou para expor a vida e a obra no seio de um cristão. O que
é esse "linho"? Não é a sujeira e as corrupções de nossa natureza má,
o refugo, a escória, por assim dizer, da queda de Adão? E qual é o fogo que faz
a fumaça? Não é a vida de Deus em nosso interior - aquele fogo que é aceso por
um carvão vivo do altar?
É dito então de um cristão, não como sendo um
combustível refinado e forte, mas "como o pavio fumegante", tendo apenas
uma parte da vida de Deus na alma como para fazer uma fumaça sem muita chama ou
calor. Muitos dos filhos de Deus estão em suas igrejas - sentindo profundamente
suas corrupções, e ainda queimando no meio de seu coração, um fogo abençoado do
próprio fogo de Deus.
Eles poderiam, se pudessem, explodir em uma chama
santa; eles não teriam seus olhos tão continuamente irritados com a fumaça de
suas próprias corrupções; eles se inflamariam diante de Deus nas doces manifestações
da fé, da esperança e do amor. Mas, sua corrupção e incredulidade, seu pecado e
vergonha, parecem pressionar a vida de Deus na alma. Como na fumaça no pavio de
linho, com sua sujeira e o lixo entram no fogo e este não pode irromper em uma
chama viva, de modo que a sujeira e a loucura de nossa natureza corrupta
parecem sufocar a santa chama da graça na alma.
Que montões de lixo espalham a vida interior de Deus!
Vocês, cujas almas são provadas, não percebem como os cuidados da família, a
ocupação nos negócios, as multidões de pensamentos insensatos e mundanos, os
desejos pecaminosos e sensuais e toda uma poeira de imaginações vãs e ociosas,
sufocam a chama que está lutando para cima.
Assim, dias e semanas são gastos em uma "vida
moribunda", e uma "morte viva". O fogo não se apaga, nem queima.
Às vezes a fumaça sobe mais e mais; Às vezes, ela morre, de modo que
dificilmente pode ser vista - e, às vezes, uma brisa passageira flui em uma
chama transitória. Mas, seu caráter geral é esfumaçado.
Onde há isto na alma, há vida. Há uma luta agora
contra a corrupção, como o fogo no meio da fumaça do linho luta contra o refugo
pelo qual é cercado. Mas, infelizmente! Ele precisa de uma respiração vigorosa
para torná-lo brilhantemente vivo; ele precisa do vento sul das montanhas para
queimar através da massa de corrupção e subir como a chama em que o anjo do
Senhor ascendeu quando Manoá e sua esposa, pais de Sansão, o contemplavam. Mas,
há vida, onde há fumaça. Onde simplesmente há fumaça, há fogo. Não é apenas um
monte de restos mortos; há um fogo sagrado abaixo e escondido que faz com que o
linho fumegue.
Essa é a experiência do dia. As coisas são baixas para
a maior parte em Sião. Tome quase qualquer cristão, e você vai achar que ele é
na melhor das hipóteses, senão um "pavio fumegante"; e especialmente
talvez em Londres. Eu acredito na minha própria consciência que há mais
religião real no país do que em Londres - mais sentimento no coração, mais vida
na alma. As pessoas estão menos atormentadas com ansiedades mundanas, e menos
sobrepujadas pela corrente larga, profunda e rápida da carnalidade. Mas, Sião,
geralmente, na cidade ou no campo, está em um lugar baixo; o linho é fumegante,
e isso é tudo. Há bastante fogo para mostrar que a vida de Deus está no
interior, e ainda não é suficiente para queimar em uma chama brilhante.
II. Mas, passamos a considerar como o bendito Redentor
"não quebrará" a "cana rachada"; nem "apagará" o
"pavio fumegante". "Ele conhece a nossa estrutura, ele se lembra
de que somos pó". Aqui, então, há uma "CANA QUEBRADA”, um pobre filho
de Deus, pronto a desistir de toda esperança, a afundar-se debaixo da onda para
não mais se levantar, esperando que o próximo golpe cortará o caule, ou o sufocará
ou o enterrará na lama.
Mas, quão graciosamente, quão terna e gentilmente o
Redentor lida com este membro tímido e provado de seu corpo místico! Ele não
lida com ele nem de acordo com seus méritos nem seus medos. A "cana
rachada" merece ser quebrada uma e outra vez; e teme-o porque o merece.
Mas, o Clemente, terno Redentor, tão longe de quebrar, delicadamente liga. E
como ele pode em um momento amarrar e curar a "cana rachada!" Por uma
palavra, um olhar, um toque, um sorriso, ele pode em um momento levantar a
cabeça inclinada. Este é o seu ofício abençoado. Os discípulos teriam quebrado
a mulher cananeia, quando disseram: "Mande-a embora, porque ela grita
diante de nós". Mas não é assim o seu Mestre celestial. Ele não lidou
assim com ela. Sua santidade, sua pureza, seu ódio ao pecado, seu zelo pela
glória de seu Pai, tudo o levaria a quebrar - mas sua misericórdia, graça,
compaixão e amor o levaram a amarrar.
Você talvez sinta-se uma pobre "cana rachada"
- ferida por aflições, por tentações, por culpa, por Satanás, prestes a
perecer, a desistir de toda esperança, e cair e morrer. Lembre-se - que o
Senhor nos dá sempre a lembrar - que este abençoado Homem de Dores "foi em
todos os pontos tentado como nós somos, mas sem pecado". "Sendo
tocado com o sentimento de nossas fraquezas", ele pode simpatizar e
apoiar, e, portanto, nunca, mas mesmo nunca quebrar uma "cana rachada".
Se a nossa pobre alma está ferida pela aflição, pela tentação, pela dúvida e
pelo medo, pelas sugestões de Satanás, seja isto conhecido para o nosso
conforto e encorajamento, que o Redentor terno e condescendente nunca quebra, mas o
mais graciosamente, em seu próprio tempo e maneira, a liga, como um cirurgião
liga um osso quebrado.
"O PAVIO FUMEGANTE", diz-se também dele, que
"ele não vai apagá-lo". O que o "pavio fumegante" merece?
Não merece que o pé de Deus o esmague? Quando você pensa por um momento quão
sujas e abomináveis são suas corrupções; quão fortes e poderosas são as suas concupiscências e
paixões; quantas e penosas suas apostasias e quedas; quão carnal
é sua mente; quão fria e sem vida muitas vezes a sua condição; quão vagas são
suas orações; quão mundanas são suas inclinações; quão
terrenos e sensuais são os seus desejos - não é, então, uma maravilha para você,
que o Deus Todo-Poderoso não coloque o seu pé sobre você e o lance no inferno, como
nós esmagamos uma aranha?
Nós o merecemos todos os dias que vivemos, posso quase
dizer que o merecemos a cada respiração que nós damos - merecemos profundamente
ser marcados para fora da vida, e esmagados em um inferno sem fim. Mas, aqui é
manifestada a terna misericórdia condescendente e a graça do compassivo
Redentor, que "ele não apagará o “pavio fumegante", mas manterá a
chama viva, que ele mesmo tão misericordiosamente em primeira instância
acendeu. A mão que trouxe a faísca deve manter viva a chama; porque como nenhum
homem pode se vivificar, assim nenhum homem pode manter viva a sua própria
alma.
Como isto é mantido vivo é realmente mais misterioso;
mas que é mantido vivo, isto é. Não lhe parece às vezes como se você não
tivesse a vida de Deus em sua alma, nem uma centelha de graça em seu coração?
Onde está sua religião? Onde está sua fé, esperança e amor? Onde sua
espiritualidade e ternura de coração, consciência e afetos? Onde suas
respirações por Deus? Foi-se, foi-se! E tudo isso seria irreversivelmente
irrelevante, se estivesse em suas próprias mãos e consignado em sua própria
guarda. Mas, está em melhores mãos e em melhor guarda do que a sua,
"Porque eu vivo, vós também vivereis". "Quem crê em mim tem a
vida eterna, e nunca entrará em condenação, mas passou da morte para a
vida". "As minhas ovelhas nunca perecerão, e ninguém as arrancará da
minha mão". Cristo é a nossa vida; e a nossa vida está escondida com ele
em Deus.
E assim acontece que o "pavio fumegante"
nunca é apagado. Oh, quão depressa Satanás lançaria água sobre ele! Em breve,
se permitido, derramaria o dilúvio de suas tentações, como se diz para fazer da
igreja um deserto (Apo 12:15), para extinguir a santa chama que fumega. Como o
pecado, de novo e de novo, derrama toda uma inundação de corrupção para vencer
e extinguir a vida de Deus na alma! O mundo, também, exterior, e o pior mundo interior, logo a
afogariam em sua destruição e perdição, se o Senhor retirasse sua mão
protetora. Mas, ele revive seu próprio trabalho.
Você não se perguntou algumas vezes que quando você
estava tão frio, morto, estúpido, endurecido, como se não tivesse uma centelha
de verdadeira religião ou um grão de verdadeira graça, de repente você
encontrou seu coração suavizado, derretido, movido, agitado, regado e
abençoado, e você sentiu uma persuasão interior que, apesar de todas as suas
corrupções e pecados e tristezas, há a vida de Deus dentro de você. É assim que
o bendito Senhor mantém viva a chama santa que ele mesmo acendeu. Logo deveria
apagar, mas não será apagada, porque ela a mantém viva.
A própria poeira e sujeira do refugo o sufocariam, a
menos que fosse repetidas vezes agitado e mantido ardendo na alma. As próprias
palavras de que "ele não vai apagá-lo", conectadas com o que é dito depois,
mostram que ele um dia o fará ser uma grande chama, pois ele o mantém ardendo para
tal propósito. E quando brota em uma chama santa, queima as corrupções,
devora-as, engole-as e não sofre para viver.
Que o Senhor abençoe com doçura a alma; que a chama
santa de seu amor e graça queime no coração; esta chama, como o fogo que caiu
do céu nos dias de Elias, consome todas as águas na trincheira, e consome,
enquanto dura, a imundície e corrupção pela qual foi cercada. Mas ai,
infelizmente! Ela logo se reúne novamente. Os cuidados dos negócios, as coisas
do tempo e do senso, o coração mau, a imaginação manchada, logo ajuntam o pó e
o lixo; e então ele tem que continuar fumegando e ardendo como antes. Ele não
pode, por si mesmo brotar em uma chama santa. Mas, um dia queimará
brilhantemente em uma eternidade abençoada, quando não haverá pecado e
corrupção para sufocar a crescente chama de louvor, adoração e amor.
III. Mas, passamos para nosso terceiro e último ponto
- O que o Senhor fará eventualmente, e o que ele nunca desistirá, até que
esteja completamente feito. Esta última frase parece lançar um brilho de luz
sobre tudo o que foi dito antes, "até que ele faça triunfar o juízo".
Enquanto a cana está sendo "machucada", e enquanto o pavio está
"fumegando", o "juízo", ou julgamento, está acontecendo; isto
é, o tribunal de juízo é criado na consciência, e veredictos estão sendo passados
contra a alma.
Onde quer que haja a vida de Deus no interior de um
crente, haverá um tribunal no qual e diante do qual a alma será acusada – o
tribunal de uma terna CONSCIÊNCIA. O Espírito Santo se assenta ali, e com a
palavra de Deus em suas mãos e sua aplicação espiritual em seus lábios, ele
convoca a alma a estar diante dele.
Você não encontra algo disto acontecendo diariamente?
Você mal profere uma palavra; e logo o Espírito o traz ao tribunal, e o julga
por isso? Há um aumento de temperamento impróprio. O pai ou a mãe, ou o mestre,
explodem subitamente em raiva. Será que o Espírito de Deus passa por isso, e
não toma conhecimento? Ele traz o delinquente, convoca-o para o tribunal e o
condena. Ou pode haver uma palavra falada no negócio que não é a verdade
estrita. Você não pode, não deve dizer uma mentira; mas ainda há algo não muito
diferente de mentir. Há estes produtos a serem recomendados, ou este cliente a não
ser afastado; e por alguma manobra delicada pequena o assunto inteiro é
controlado muito agradavelmente, como um comerciante do Regent Street diria.
Nenhuma "mentira absoluta" foi dita, mas um pouco de
"equívoco" foi praticado. Ah! Onde está a consciência? O Espírito viu
tudo, marcou tudo, e agora traz o criminoso para sentir e confessar tudo.
Ou o olho tem andado e desejado alguma coisa má, ou,
para não detalhar muito minuciosamente, de alguma maneira ou outra o pecado e a
tentação têm o melhor de você. O segredo de Deus é silencioso? O Sr. Fiel, como
Bunyan o chama, fica em silêncio? Não; ele fala, e alto também; e quando ele
fala, toda a cidade treme. Durante este tempo, como a cana é ferida com estes procedimentos,
e o pavio fumega entre estas tentações, o julgamento está acontecendo, a condenação é
sentida; há culpa de consciência, uma escrita de coisas amargas contra si
mesmo, com toda uma série de dúvidas e medos para, como Deer realmente diz,
"O pecado engendra a dúvida".
É o nosso deslize ser vencido pela tentação que abre
um caminho para todo um exército de dúvidas e medos para nos empurrar para a
violação. Se a sentinela estivesse devidamente em guarda, se os soldados nas guaritas
apontassem sua artilharia para o céu e, acima de tudo, tivessem o grande
capitão de sua salvação à sua frente, nenhum inimigo ousaria atacar. Mas,
quando a sentinela está dormindo, a artilharia silenciada, o capitão se foi, e
uma brecha foi feita, uma tropa inteira penetra no interior do acampamento para
a pilhagem da cidade.
Mas, voltando à figura do nosso texto - Oh, quão
ternamente o bendito Senhor está observando todo este tempo! Aqui está uma
"cana rachada", ferida pela lei, pecado, Satanás, tristeza e tentação;
sem força, pronta para afundar e morrer. Jesus não a esmaga, como ele poderia
justamente fazer, com uma explosão de seu desgosto terrível. E ainda - aqui
está um "pavio fumegante" que merece mil vezes por dia ser pisado sob
os pés. Mas, o gracioso Homem das Dores "nunca quebrará a cana rachada,
nem apagará o pavio fumegante". É verdade que "ele envia o
juízo", porque ele quer trazer a alma para o pó; mas enquanto este
julgamento está acontecendo, ele secretamente apoia; porque ele mata, para que
possa vivificar. Mas, ao enviar este "julgamento", ele é "para a
vitória". A conquista está no fim; a vitória é certa. Pode haver um longo
conflito; uma dura e terrível batalha, com as vestes enroladas em suor e sangue;
mas finalmente a vitória é certa. Pois ele nunca descansará até que ele faça o
juízo sair vitorioso, segundo o seu propósito.
Como Satanás triunfaria se algum santo caísse dos
braços do bom Pastor; se ele pudesse apontar seu dedo escarnecedor para a porta
do céu e para o seu Rei ressuscitado, e dizer: "Seu sangue foi derramado
em vão para este miserável; ele é meu, ele é meu! Tal jactância encheria o
inferno com um grito de triunfo. Mas não, não; nunca será assim; o "sangue
que purifica de todo pecado" nunca foi, nunca pode ser derramado em vão.
Embora a cana esteja "ferida", ela nunca será quebrada; embora o pavio
"fumegue", nunca será apagado; porque aquele que "envia o
juízo" envia-o " à vitória".
De fato, a batalha pode flutuar; uma e outra vez o
inimigo pode atacar; uma e outra vez o evento pode parecer duvidoso. A vitória
pode ser adiada até uma hora tardia, até que a noite se aproxime, e as sombras
da noite estejam prestes a cair; mas é certa no final. E é o Senhor que faz tudo.
Não temos poder para vencer a batalha. Existe uma tentação que você pode
dominar? Existe algum pecado que você possa, sem ajuda divina, crucificar?
Existe uma luxúria que você possa, sem graça especial, subjugar? Somos uma
fraqueza total neste assunto. Mas, o Senhor bendito torna sua força perfeita
nesta fraqueza. Podemos e de fato devemos ser feridos, e sob sentimentos
dolorosos podemos pensar que ninguém foi tão maltratado, e que nosso caso é
singular. Mas, sem isso não nos julgamos a nós mesmos; e "se nos
julgarmos, não seremos julgados pelo Senhor". Se você se justifica, o
Senhor o condenará; se você se condenar, o Senhor o justificará. Exaltem-se, e o
Senhor lhes humilhará; humilhem-se, e o Senhor lhes exaltará.
Isso deve encorajar cada um que se sente machucado e
fumegante em espírito. Eu não quero dizer, que eu posso dar o encorajamento que
você precisa; mas se você é a pessoa aqui apontada, todos os seus
questionamentos sobre o que o Senhor fez, ou o que ele fará, não altera o caso.
As perguntas não fazem Jesus, não ser Jesus; não fazem a palavra de Deus, não
ser palavra do Altíssimo. "Se não cremos, ele permanece fiel, não pode
negar a si mesmo".
Você, como uma "cana rachada", pode escrever
mil coisas amargas contra si mesmo; você, como um "pavio fumegante",
pode temer que não há vida de Deus em sua alma. Mas Jesus, se ele fez de você
uma "cana rachada", ou "pavio fumegante", continuará sua
própria obra; porque nós lemos, em conexão com a própria passagem no profeta
Isaías: "A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio
que fumega; com verdade trará o juízo. Não faltará, nem será quebrantado, até
que ponha na terra o juízo; e as ilhas aguardarão a sua lei." (Isaías 42: 3,4). As palavras são notáveis. Elas
mostram que o crente tem, por assim dizer, incríveis dificuldades para
encontrar. Mas ele não falhará no que empreendeu; ele não será desencorajado
por toda a oposição que ele possa encontrar, até que ele tenha cumprido seu
propósito santo. Pois é "seu braço direito que lhe deu a vitória".
Tenha sempre em mente que, como o Senhor disse de
antigamente: "Não faço isto por amor de vós, ó casa de Israel, mas pelo
meu santo nome". Assim não é por causa de vós, pobres e vis pecadores -
mas por causa do seu próprio nome, pela causa da verdade, pela causa da palavra
e honra eterna e glória, que ele "envia o juízo para a vitória".
Que misericórdia é que o cumprimento da promessa do
Senhor depende de sua própria veracidade; que não depende de nossos sentimentos;
nem de nossa experiência, mas de sua própria veracidade - "Ele disse, e
ele não fará isso?" E, portanto, aqui está a base da esperança e da fé,
não em nós mesmos, que somos sempre pobres, fracos e miseráveis, mas na
misericórdia, bondade e verdade do Senhor.
O fundamento de nossa confiança está no caráter do
Filho de Deus, que ele é o que ele é - um Jesus abençoado, capaz de salvar ao
máximo todos os que por ele vêm a Deus. Aquele que confia nEle nunca será
confundido; aquele que espera pela graça em sua misericórdia, nunca será
envergonhado; e quem crê nEle certamente colherá o fim de sua fé, até a
salvação de sua alma.
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